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Minha Receita · Receita para disfunção erétil

Receita para disfunção erétil: como funciona a avaliação por formulário

Nesta página pode pedir que um médico avalie, por formulário, se um medicamento para a disfunção erétil é adequado e seguro no seu caso. Se for, recebe por e-mail uma receita em PDF para apresentar na farmácia. Não há videochamada nem marcação: o médico lê as suas respostas e pode pedir esclarecimentos, pedir documentos ou recusar.

Quando faz sentido pedir a avaliação por escrito

Uma falha pontual, ligada ao cansaço, ao álcool ou à ansiedade, não é uma doença. O que justifica avaliação é a dificuldade repetida, ao longo de semanas ou meses, em conseguir ou manter a ereção durante a relação sexual. Os medicamentos usados neste problema são sujeitos a receita médica em Portugal, e por isso o pedido passa pela avaliação de um médico. O caso mais simples é o de quem já usou um destes medicamentos e teve boa tolerância. Também pode pedir pela primeira vez, mas a informação oficial do sildenafil e do vardenafil recomenda uma história clínica e um exame físico antes de se iniciar o tratamento. Num primeiro pedido, o médico pode pedir-lhe valores recentes de tensão arterial, análises ou um relatório médico, e pode concluir que precisa de ser visto presencialmente. A disfunção erétil merece atenção mesmo quando o tratamento resulta. As diretrizes da Associação Europeia de Urologia associam-na à diabetes, à hipertensão, ao colesterol elevado, à doença cardiovascular, à obesidade e ao tabagismo. Se nunca falou disto com o seu médico de família, vale a pena fazê-lo: medir a tensão arterial e fazer análises como a glicemia e o perfil lipídico pode revelar um problema que ainda não deu outros sinais.

Como decorre o pedido, passo a passo

Começa por preencher o formulário clínico, onde indica o medicamento que já usa ou sobre o qual quer a opinião do médico, os outros medicamentos que toma e as doenças conhecidas, e responde a algumas perguntas de segurança próprias deste tema. Indica também o tipo e o número do documento de identificação, porque é esse documento que vai mostrar na farmácia. O médico lê o pedido e decide entre emitir a receita, pedir-lhe esclarecimentos ou documentos, como uma receita anterior ou análises recentes, ou recusar com fundamento. A recusa acontece quando as respostas mostram uma contraindicação, uma interação relevante ou a necessidade de uma observação presencial. Quando há receita, segue por e-mail em PDF. Não existe hora marcada nem chamada telefónica: toda a comunicação é escrita.

O que o formulário pergunta e porquê

As perguntas de segurança existem porque há situações em que estes medicamentos não se devem usar. Nitratos e riociguat. Quem toma nitratos para o coração, como a nitroglicerina (também em spray) ou o mononitrato de isossorbida, ou toma riociguat, não pode usar estes medicamentos, porque a associação pode baixar perigosamente a tensão arterial. O mesmo vale para o nitrito de amilo, os chamados «poppers». Nestes casos, o médico muito provavelmente não emitirá a receita. Coração e tensão arterial. Um enfarte ou um AVC nos últimos seis meses, angina de peito instável ou insuficiência cardíaca grave pedem que o tratamento seja discutido presencialmente com o médico que o acompanha. O mesmo vale para a tensão muito baixa, abaixo de 90/50 mmHg, ou para a tensão alta que não está a ser tratada. Bloqueadores alfa. A tansulosina e a doxazosina podem somar o seu efeito ao destes medicamentos e provocar tonturas ou quebras de tensão ao levantar-se. Não é forçosamente um impedimento, mas o médico precisa de o saber para escolher a substância e a dose. Visão. Quem já perdeu subitamente a visão de um olho por um problema de circulação no nervo ótico, ou tem retinite pigmentosa, não deve usar estes medicamentos. Experiência anterior. Saber se já tomou um destes medicamentos e como o tolerou ajuda o médico a decidir com mais segurança.

Que medicamentos estão em causa

Há três substâncias ativas tomadas por via oral, todas do grupo dos inibidores da fosfodiesterase tipo 5: sildenafil, tadalafil e vardenafil. Facilitam a entrada de sangue no pénis quando há estimulação sexual; não criam desejo e, sem estimulação, não provocam uma ereção. A diferença prática mais conhecida está na duração do efeito. O sildenafil (a substância ativa do Viagra) e o vardenafil tomam-se pouco antes da relação, enquanto o folheto informativo do tadalafil indica que este pode continuar eficaz até 36 horas depois da toma. A substância e a dose são escolhidas pelo médico. Segundo a Agência Europeia de Medicamentos, o efeito indesejável mais frequente dos três é a dor de cabeça. Com o sildenafil surgem ainda rubor, indigestão, congestão nasal, tonturas e alterações visuais, como ver as cores alteradas; com o tadalafil, indigestão, dores nas costas e dores musculares. Estes medicamentos não se associam entre si nem a outros tratamentos para a disfunção erétil e têm interações com alguns medicamentos para o VIH e certos antifúngicos, razão pela qual o formulário pede a lista completa do que toma. A receita identifica o medicamento pela substância ativa, o que permite à farmácia dispensar um equivalente, de marca ou genérico, com a mesma dosagem e forma farmacêutica.

Quando o formulário não chega

Uma avaliação escrita não é o caminho certo se tem dor no peito, falta de ar ou mal-estar ao fazer esforço; se nota dor, curvatura ou um nódulo no pénis; se a dificuldade surgiu depois de uma cirurgia ou de radioterapia na zona pélvica; ou se tem também falta de desejo marcada, cansaço persistente ou perda de massa muscular, que podem justificar o estudo das hormonas. Nestes casos, procure uma consulta presencial. Durante o tratamento, dois sinais exigem ajuda médica urgente. Uma ereção que dure 4 horas ou mais obriga a procurar assistência de imediato, porque, sem tratamento, pode lesar o pénis de forma permanente. Uma perda súbita da visão obriga a parar o medicamento e a procurar um médico sem demora. Em caso de emergência, ligue 112; para aconselhamento clínico, o SNS 24 atende pelo 808 24 24 24.

A receita, a farmácia e o custo do medicamento

O documento que recebe não é uma receita do SNS: não tem código de acesso, não usa o número de utente e não fica registado na sua área de utente. É uma receita transfronteiriça em PDF, com os elementos previstos na Diretiva de Execução 2012/52/UE, emitida pelo Dr. Damian Wojno, médico inscrito na Ordem dos Médicos da Polónia (secção de Olsztyn), com a licença profissional 3211301, ao serviço da MEDINOW Sp. z o.o. Imprima o PDF e apresente-o na farmácia com o documento de identificação que indicou no formulário. Quem decide a dispensa é o farmacêutico: perante dúvidas sobre o documento, a identificação ou a terapêutica, pode recusar. Este tipo de receita ainda é pouco comum em muitas farmácias, por isso vale a pena telefonar antes de se deslocar. Não vendemos nem enviamos medicamentos. O medicamento é pago na farmácia, à parte da avaliação médica.

Fontes

Revisão clínica: Dr. Damian Wojno (Ordem dos Médicos da Polónia, secção de Olsztyn, licença profissional n.º 3211301) · Atualizado em · Linhas editoriais · Operador: MEDINOW Sp. z o.o.. Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta médica.

Perguntas frequentes

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